O que é Miosan? Para que serve, como tomar e mais

Miosan é um medicamento de uso oral, que serve para promover um relaxamento muscular, de modo a tratar espasmos (contrações involuntárias) e demais sintomas associados ao sistema musculoesquelético.

Esse fármaco, que deve ser usado preferencialmente por adultos, tem como princípio ativo a substância Cloridrato de Ciclobenzaprina, que atua diretamente no músculo, entregando bons resultados, em curto prazo.

Indicações do Miosan

O Miosan é um remédio indicado para eliminar doenças ou condições inerentes ao sistema musculoesquelético. Na lista das principais recomendações, destaque para os tratamentos de:

  • Fibromialgia;
  • Contrações e espasmos musculares;
  • Dor na lombar e no pescoço;
  • Artrite;
  • Periartrite escapuloumeral (enfermidade que atinge o ombro);
  • Cervicobraquialgia (dor no pescoço que irradia para o braço).

Paralelamente, esse fármaco pode ser receitado como um coadjuvante, para aliviar sintomas associados a outros tratamentos, como os de fisioterapia, causando melhor relaxamento muscular e impactos positivos, durante as sessões.

Como funciona o Miosan?

O medicamento consegue inibir o espasmo muscular esquelético, com o diferencial de não alterar a função do músculo. Por isso, o paciente consegue realizar atividades normalmente, sem provocar grandes alterações em seu dia a dia.

Em cerca de uma hora, o Miosan já começa a apresentar efeitos, minimizando a contração muscular, além de aliviar dores associadas às condições musculoesqueléticas.

Como usar Miosan

A dose mínima de Miosan é de 20mg, enquanto a máxima é de 60mg caberá ao médico responsável pelo caso indicar qual a dosagem diária perfeita ao paciente, para obter melhores resultados.

O medicamento deve ser ingerido a cada 12 horas ou no período recomendado pelo especialista. O aconselhado é seguir rigorosamente as indicações de posologia e horário, o que trará resultados rapidamente.

Precauções no uso do Miosan

O princípio ativo do fármaco é bastante semelhante aos de medicamentos antidepressivos, por isso ele não deve ser ingerido em uma dosagem maior que a recomendada, para não prejudicar o sistema nervoso central.

Além disso, recomenda-se o uso do medicamento por três semanas, no máximo. A utilização prolongada só deve ser feita se for indicada e acompanhada por um profissional, para minimizar a possibilidade de ter reações adversas.

Outro ponto importante é que a automedicação com Miosan não é indicada, sob o risco de não tratar o músculo e ainda gerar outros problemas de saúde. Por isso, só faça a administração do medicamento se ele for prescrito por um profissional.

O que fazer no caso de superdosagem

A superdosagem acontece quando há um consumo maior do que a dose diária recomendada pelo médico. Se por acaso isso ocorrer, é muito provável que o paciente enfrente um aumento da frequência cardíaca e sonolência forte.

O correto é controlar as funções vitais e esses sintomas, para evitar que haja uma reação adversa mais grave, como a redução do nível de consciência. Ademais, a indução de vômitos não é indicada, pois pode comprometer o sistema gástrico/estomacal.

Se notar um aumento da pressão arterial ou do ritmo cardíaco, bem como uma alteração da capacidade respiratória, procure um hospital e leve consigo o remédio ou a bula, para facilitar o atendimento pela equipe médica.

Efeitos colaterais do Miosan

  • Sonolência, tontura e visão embaçada. Por isso, recomenda-se não dirigir automóveis ou operar equipamentos, durante o tratamento com Miosan;
  • Danos temporários ao sistema nervoso central, provocando dor de cabeça, fadiga, irritabilidade, nervosismo e redução da capacidade mental;
  • Reações adversas gastrointestinais, como desconforto e dor abdominal, constipação, diarreia, refluxo e enjoo;
  • Diminuição temporária da força física;
  • Faringite, boca seca e infecção de via área superior;
  • Aumento da frequência cardíaca.

Contraindicações do Miosan

  • Alérgicos a qualquer um dos componentes da fórmula do medicamento;
  • Pessoas que fazem tratamento com remédio inibidor de monoaminoxidase, uma vez que existe o risco de morte e convulsões, ao ingerir esses dois medicamentos concomitantemente;
  • Pacientes que usam antidepressivos tricíclicos e inibidores de serotonina, já que aumentam a possibilidade de ter alucinações, taquicardia, alteração na pressão sanguínea, náusea, vômito e diarreia;
  • Pessoas diagnosticadas com retenção urinária, alta pressão intraocular, glaucoma do ângulo fechado e hipertrofia prostática benigna, sob o risco de agravar essas doenças;
  • Pacientes que estão em período de recuperação pós-infarto;
  • Aqueles que foram diagnosticados com hipertireoidismo;
  • Pessoas que têm arritmia ou insuficiência cardíaca, bem como distúrbios de condução cardíaca;
  • Crianças menores de 15 anos de idade.